Candidatos reagem ao cancelamento do debate na Globo após decisões judiciais

Candidatos que estavam nos estúdios da TV Globo no Rio de Janeiro para o debate desta quinta-feira, 1º, criticaram o cancelamento do evento. Eles disseram que mudanças no formato vieram de decisões judiciais que fizeram a emissora desistir de realizar o debate.

Caiado, Zema e Cury rebatem decisões judiciais que alteraram o debate

Ronaldo Caiado, que chegou ao estúdio com três horas de antecedência, chamou as decisões de “atentado à democracia brasileira”. Ele também afirmou: “Destruíram o processo eleitoral no país”.

Romeu Zema disse que “o Judiciário” passou a “fazer política no Brasil”. Augusto Cury afirmou estar “tremendamente frustrado” com a “Insegurança jurídica” que, segundo ele, impede “de prestar contas do meu projeto”.

Lula e Flávio não foram, e outra decisão mudou a lista de participantes

Lula comunicou à emissora, na quarta-feira, 30, que não iria ao debate. A campanha do presidente conseguiu uma decisão liminar da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio.

Horas antes do início, Flávio Bolsonaro anunciou a desistência. Ele justificou que a decisão foi tomada em função da “censura imposta ao evento pelo TSE”, e apoiadores que estavam na porta dos estúdios Globo foram surpreendidos na chuva.

Além disso, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos (Missão), que não foi convidado pela emissora.

O que mudou para o debate do primeiro turno e quem já se posicionou

O debate cancelado seria o último antes do primeiro turno, nesta quinta-feira, 1º. Os candidatos citados se manifestaram sobre as decisões que alteraram o formato e levaram a Globo a desistir do evento.

Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não compareceram. Augusto Cury também disse: “Lula e Flávio, vocês se acovardaram”.

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