Consumo de energia residencial dispara e atinge recorde histórico em agosto

O consumo nacional de energia elétrica chegou a 47.856 GWh em agosto de 2026 e puxou, com alta de 4,3% no mês, um novo recorde no consumo residencial. O aumento acelera a demanda em meio ao fortalecimento do El Niño e volta a impactar a conta de luz com a bandeira verde em outubro.

El Niño e uso de climatização ajudam a elevar o consumo nas casas

Em agosto, a classe residencial atingiu 14.953 GWh.

O Consumo Residencial Médio (CRM) chegou a 181,8 kWh por mês, maior nível da série iniciada em 2004. O mês teve temperaturas mais elevadas do que as de agosto do ano anterior, o que ampliou o uso de ar-condicionado e ventiladores.

A EPE também liga o resultado à melhora de indicadores de emprego e renda e à menor pressão tarifária, já que em agosto do ano passado vigorava a bandeira vermelha patamar 2, a mais alta, enquanto neste mês houve bandeira amarela.

Recorde do CRM, alta no país e crescimento em todas as classes

No total, o consumo nacional teve alta de 4,3% em agosto de 2026 na comparação com agosto de 2025, segundo a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada pela EPE.

Foram cinco meses seguidos com crescimento interanual, com avanço em todas as classes: residencial (+6,9%), comercial (+9,4%), industrial (+0,2%) e outros (+3,0%). No acumulado dos últimos 12 meses, o consumo nacional chegou a 574.174 GWh, alta de 1,4% sobre igual período anterior.

Aneel volta com a bandeira verde em outubro após cinco meses de bandeira amarela

Para outubro, a Aneel determinou o retorno da bandeira tarifária verde, sem acréscimo na conta de luz.

Segundo a Aneel, a mudança ocorre com o aumento do volume de chuvas, sobretudo no Sul e no Sudeste, o que estabiliza o armazenamento nos reservatórios e reduz o uso de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.

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