A euforia do mercado financeiro após o primeiro turno pode continuar por causa de dois fatores ligados a Flávio Bolsonaro, segundo o analista Gabriel Castro. Ele cita o desempenho nas próximas pesquisas e a forma como o candidato vai detalhar medidas para controlar as contas públicas.
O que pode manter o otimismo na Bolsa após o primeiro turno
Gabriel Castro diz que o mercado vai reagir ao que acontecer com Flávio Bolsonaro e Lula nas pesquisas que começam a sair esta semana.
O analista afirma que a confiança dos investidores depende de como a disputa eleitoral evolui até o segundo turno e do avanço nas propostas fiscais apresentadas nos debates.
Pesquisas e debates: quais são os dois pontos destacados por Gabriel Castro
Castro diz que, se Flávio abrir mais pontos percentuais frente a Lula, o mercado tende a ver isso como benéfico para o próximo ano fiscal.
Na outra direção, ele afirma que, se Lula encurtar a diferença até empatar com Flávio, a Bolsa pode recuar.
Além disso, Castro coloca como segundo fator o detalhamento das propostas econômicas. Ele diz que prometer um novo arcabouço fiscal ou reduzir a dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) não basta e que o candidato precisa explicar o caminho para atingir esses objetivos.
Ibovespa subiu e dólar caiu: o que o analista chama de “termômetro fiscal”
Na abertura do bloco, Laísa informou que o Ibovespa subiu 7,7% na segunda-feira e fechou em recorde, aos 206.911 pontos. O dólar caiu mais de 4% e fechou a R$ 5.
Castro relacionou o movimento à expectativa de maior controle da dívida pública e ao recuo dos juros de longo prazo, que ele chamou de “termômetro fiscal”, além da perspectiva de juros menores para setores como financeiro, varejo e construção.
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