Donald Trump ordenou a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex-major e ex-psiquiatra do Exército americano condenado à morte pelo ataque à base de Fort Hood, no Texas, em 2009. A decisão foi anunciada pelo Pentágono nesta segunda-feira, 5.
Pentágono anuncia ordem de execução após recomendação de Pete Hegseth
O Pentágono informou que Trump aprovou a execução depois da recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth.
De acordo com o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, o secretário do Exército, Adam Telle, vai definir a data, o horário e o local do fuzilamento.
Fort Hood: 13 mortes em 2009 e pena de morte confirmada em tribunal militar
Hasan, hoje com 56 anos, abriu fogo em uma instalação médica da base militar com uma pistola com mira a laser em 2009. Doze soldados da ativa, que estavam desarmados, e um militar aposentado morreram, e outras 32 pessoas ficaram feridas.
Parnell disse que Hasan gritou “Allahu Akbar”, expressão árabe que significa “Deus é maior”, durante o atentado. O ex-militar foi condenado à morte em agosto de 2013 por um tribunal militar, após 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado.
A decisão de execução também ocorre em um contexto de mudanças nos métodos autorizados pelo governo Trump para crimes federais mais graves. Além da injeção letal, a lista passou a incluir fuzilamento, cadeira elétrica e asfixia por gás.
Como fica a execução: data e local serão definidos por Adam Telle
Depois da ordem de Trump, Adam Telle vai escolher a data, o horário e o local do fuzilamento, conforme informou o Pentágono.
O caso de Hasan entra em um histórico com pouca execução militar nos EUA, que, segundo o grupo Death Penalty Action, não acontece desde 1961, quando um condenado foi enforcado.
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