O Parlamento da Itália aprovou nesta quinta-feira, 8, uma reforma do sistema eleitoral defendida pela primeira-ministra Giorgia Meloni. A mudança vale para as eleições previstas para 2027 e reacendeu a briga entre governo e oposição sobre as regras do pleito.
Regras criam mecanismo para ampliar maioria parlamentar em pleitos de 2027
Com a reforma, a Itália sai de um modelo híbrido. Nesse formato antigo, cerca de um terço dos parlamentares era eleito pelo sistema majoritário e os demais por representação proporcional.
O novo texto troca esse sistema por um modelo essencialmente proporcional. A mudança inclui um mecanismo pensado para favorecer a formação de maiorias no Parlamento.
Maior votação acima de 42% garante 105 cadeiras extras e exige plano comum
Pelas novas regras, o partido ou a coalizão que tiver a maior votação e superar 42% dos votos recebe 105 cadeiras adicionais. Desse total, 70 ficam na Câmara dos Deputados e 35 no Senado.
A reforma também exige que as coalizões apresentem, antes das eleições, um candidato comum a primeiro-ministro e um programa de governo. A oposição criticou a medida durante o debate, com cartazes que diziam “Não à fraude” e “lei fraudulenta”.
Elly Schlein, líder do Partido Democrático (PD), declarou que a mudança não impede a oposição de vencer as próximas eleições. Giuseppe Conte, ex-primeiro-ministro e líder do Movimento Cinco Estrelas, chamou a proposta de “um esquema complexo” em declaração à agência AFP.
Meloni diz que texto dá estabilidade; mandato termina em outubro de 2027
A votação teve placar de 227 votos a 164 e confirmou a maioria governista no Parlamento. O resultado foi considerado provável, já que uma rejeição poderia levar Meloni a renunciar e convocar eleições antecipadas.
Meloni afirmou nas redes sociais que o resultado mostrou a unidade da coalizão. O mandato dela termina oficialmente em outubro de 2027, e as eleições podem ser antecipadas para a primavera europeia de 2027.
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