A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay foi escolhida para receber o Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira, 9. O Comitê Nobel Norueguês destacou o papel dela na defesa de processos judiciais para crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.
Comitê Nobel liga o prêmio ao trabalho de Navi Pillay com tribunais e regras do direito
O Nobel da Paz de 2026 foi dado com base em “promoção do direito internacional e da ordem global”.
O comitê citou “papel fundamental para garantir que crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio sejam objeto de processo judicial”.
Da luta contra o apartheid ao Tribunal Penal Internacional e à ONU
Navanethem “Navi” Pillay nasceu em 1941 em um bairro pobre de Durban, na África do Sul, em uma família de origem tâmil indiana. Ela cresceu sob o apartheid.
Em 1967, abriu seu próprio escritório de advocacia e virou a primeira mulher não branca a exercer a profissão na província de KwaZulu-Natal. Com o fim do apartheid, foi nomeada em 1995 como a primeira juíza não branca da Alta Corte da África do Sul.
No Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR), foi presidente entre 1999 e 2003. Em 2008, assumiu como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ficou seis anos no cargo.
Gaza, rohingyas e promessa do comitê sobre “lição” para a paz
Em 2025, a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre territórios palestinos ocupados concluiu que Israel cometeu genocídio contra os palestinos. O governo de Benjamin Netanyahu repudiou o relatório.
Atualmente, ela atua como juíza ad hoc na Corte Internacional de Justiça (CIJ) no processo contra Mianmar por acusações de genocídio contra a minoria muçulmana rohingya.
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