Protestos de estudantes em Paris já mobilizam mais de 300 mil e viram debate maior sobre governo Macron

Estudantes tomaram ruas em Paris e outras cidades da França em protestos que já duram três semanas, com mobilizações de mais de 300 000 pessoas e detenções. O movimento começou com críticas a escolas e ganhou força sobre a situação do governo de Emmanuel Macron.

Revolta nas escolas vira protesto nacional contra o governo de Macron

Jovens do ensino médio pedem mudanças por causa de falta de professores, salas superlotadas e prédios degradados.

Com o apoio de sindicatos e de outros grupos, o protesto virou uma marcha nacional e levou a suspensão de aulas, inclusive em universidades.

Mais de 300 mil nas ruas e 6 000 detenções desde 21 de setembro

Nos últimos dias, a revolta chegou ao pico e mobilizou mais de 300 000 pessoas em barricadas improvisadas e com gás lacrimogêneo, em quarenta cidades do país.

Até agora, 6 000 pessoas foram detidas desde 21 de setembro, e a maioria é menor de idade, o que alimentou as críticas à ação da polícia.

Em Lens, no norte, um adolescente de 15 anos foi atingido por uma granada de efeito moral e perdeu a mão, e o Palácio do Eliseu anunciou a suspensão do uso do artefato.

Em paralelo, Édouard Geffray se reuniu com lideranças estudantis e Sébastien Lecornu enviou carta dizendo que vai identificar e resolver problemas estruturais mais prementes.

Orçamento de 2027 prevê aperto de 54 bilhões e aumenta a pressão sobre Macron

O governo enfrenta um déficit de 160 bilhões de euros, equivalente a 5,4% do PIB, além de um cenário de crescimento de 0,4% neste ano.

O projeto de orçamento para 2027, que vai ser apreciado pela Assembleia Nacional em novembro, prevê um aperto de 54 bilhões de euros.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.