Navi Pillay, jurista e ex-presidente de comissão da ONU, acusa Israel de genocídio em Gaza

Navanethem “Navi” Pillay, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2026, denunciou “genocídio” contra palestinos na Faixa de Gaza e virou alvo de críticas de Israel. Ela preside a Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinos Ocupados.

Jurista do Nobel da Paz lidera inquérito da ONU sobre Gaza

Pillay comanda a Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinos Ocupados.

No comando do painel, a comissão publicou um relatório com conclusões sobre a atuação de Israel no enclave.

Relatório de setembro de 2025 cita “destruição” e “fome” e fala em intenção específica

Em setembro de 2025, o painel sob liderança de Pillay publicou um relatório que concluiu formalmente que o Estado de Israel cometeu atos de genocídio na Faixa de Gaza.

Segundo o documento enviado às Nações Unidas, o Estado israelense e seus altos líderes teriam agido com a intenção específica de “destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional e étnico”.

A investigação descreveu cerco prolongado, fome e destruição de infraestruturas vitais como redes de água, hospitais e terras agrícolas, dizendo que isso formou um padrão para inviabilizar a vida no enclave.

Israel rejeita relatório e Netanyahu diz que é “a maior mentira do século”

O governo israelense respondeu com rejeição nas horas após a publicação das conclusões, dizendo que a comissão publicou “a verborragia difamatória” sobre “genocídio” e que o relatório se baseou em “falsidades do Hamas”.

No mês passado, Benjamin Netanyahu fez um discurso na ONU e classificou as acusações como “a maior mentira do século”.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.