Donald Trump não recebeu o Prêmio Nobel da Paz 2026 nesta sexta-feira, 9, mas o nome dos Estados Unidos apareceu nos recados do Comitê Norueguês em Oslo. A jurista sul-africana Navi Pillay foi anunciada como vencedora.
Comitê em Oslo faz discurso sobre paz com base em direito, não em “vontade dos mais fortes”
O presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes, falou na cerimônia de anúncio em Oslo. Ele disse que a paz duradoura deve ser construída sobre princípios jurídicos, e não sobre a vontade dos mais fortes.
Frydnes contrasta duas formas de conduzir as relações internacionais. Uma usa regras compartilhadas. A outra depende de uma potência impor sua vontade às demais.
Frydn es critica sanções a juízes e cita responsabilidade no direito internacional; Navi Pillay ganha o Nobel
Trump defendia, em várias ocasiões durante o segundo mandato, que merece o Prêmio Nobel da Paz. Ele falou em um suposto papel no fim de (segundo ele) oito guerras.
Trump voltou a dizer na última quarta-feira 7 que deveria receber o Nobel. Ele citou mediação de conflitos, uso de tarifas como ameaça e a ideia de que a guerra contra o Irã teria “evitado a aniquilação”.
Durante o discurso, Frydnes declarou que “as instituições do direito internacional estão sob ataque” e criticou sanções a juízes. Ele citou também que as maiores potências muitas vezes se esquivaram da responsabilidade.
Disputa com o Tribunal Penal Internacional aparece nos recados; tribunal denuncia novas sanções em agosto de 2026
O texto do discurso liga a crítica ao presidente americano a um decreto assinado em fevereiro de 2025. Esse decreto autorizou sanções contra pessoas ligadas ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
Em agosto de 2026, o tribunal denunciou novas sanções americanas contra integrantes de sua estrutura. A lista inclui a presidente da corte, a japonesa Tomoko Akane, e o oficial da procuradoria Abdoulaye Seye.
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