Carlos Jordy diz que Davi Alcolumbre foi “péssimo” no Senado e defende barrar reeleição

O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) pediu que a oposição trabalhe para impedir a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à Presidência do Senado. Ele também citou Rogério Marinho (RN) como nome preferido para comandar a Casa a partir do próximo ano.

Jordy mira reeleição de Alcolumbre e aponta omissão diante do STF

Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Jordy acusou Alcolumbre de omissão diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que o presidente do Senado não defendeu as prerrogativas do Congresso Nacional.

Jordy disse que Alcolumbre atuou com mais foco em interesses próprios e de aliados do que no exercício das funções institucionais. Ele resumiu a crítica com a frase: “Davi Alcolumbre foi um péssimo presidente do Senado, um péssimo presidente do Congresso Nacional”.

Ele cita pedidos de impeachment e critica falta de instalação da CPMI do Banco Master

Jordy declarou que houve centenas de pedidos de impeachment contra integrantes da Corte e criticou a falta de encaminhamento dessas iniciativas. Ele afirmou que Alcolumbre perdeu credibilidade política por não tomar providências diante de decisões de ministros do Supremo.

O senador eleito também ligou o confronto à não instalação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) do Banco Master. Jordy disse que é autor do requerimento e afirmou que a iniciativa reuniu 281 assinaturas: 42 de senadores e 239 de deputados.

Jordy ainda acusou que Alcolumbre contrariou o regimento do Congresso e a jurisprudência do Supremo ao não dar andamento à comissão. Ele citou ainda suspeitas sobre a relação de Alcolumbre com o caso, dizendo que teria indicado o responsável pelo fundo de previdência do Amapá, que aplicou 400 milhões de reais em títulos do Banco Master.

Oposição mira 54 senadores e Rogério Marinho vira alvo para o comando

Jordy afirmou que a oposição pode reunir cerca de 54 senadores alinhados ao seu campo político a partir do próximo ano. Com essa base, ele defendeu que o grupo trabalhe para eleger um presidente do Senado ligado à agenda da oposição.

O senador eleito indicou o nome de Rogério Marinho, líder do PL no Senado. “Eu defendo que um nome que é muito técnico, um nome que tem currículo, seja o Rogério Marinho, o nosso líder Rogério Marinho, muito capacitado”, afirmou.

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