O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) entrou com uma ação civil pública contra a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio. O caso trata de relatos de “assédio eleitoral” envolvendo trabalhadores da pasta.
Ação no TRT-RJ mira pressão para participação em campanha e uso de estrutura pública
O MPT-RJ pediu que a Justiça impeça práticas ligadas ao “assédio eleitoral”. O objetivo foi proteger a liberdade de manifestação política de servidores, terceirizados e outros profissionais que trabalham na estrutura municipal.
As denúncias citam pressão para entrar em reuniões e atividades de campanha. Os relatos também falam em ameaças de demissão e em uso de estruturas públicas para fins político-eleitorais.
Conselhos Tutelares, CRAS e CREAS são citados; g1 relata mensagens de WhatsApp em grupo
Segundo o MPT, houve relatos de coação para participação em atividades relacionadas às eleições de 2026. O MPT cita inclusive encontros durante o expediente e abordagens em grupos de WhatsApp.
Relatos reunidos pelo portal “g1” apontam possíveis irregularidades em diferentes unidades dos Conselhos Tutelares, dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
A deputada estadual Martha Rocha (PDT), ex-comandante da secretaria até março deste ano, é citada em relatos. O “g1” afirma ter acesso a mensagens no grupo de WhatsApp “Organização Niterói”, que reuniria integrantes da campanha e trabalhadores vinculados à Secretaria Municipal de Assistência Social.
Martha Rocha nega e secretaria diz que comunicou proibição; município vai analisar processo
Em nota, Martha Rocha afirmou desconhecer os fatos relatados e qualquer uso de servidores, funcionários ou estruturas em atividades político-eleitorais. Ela disse ter deixado a pasta no início do ano e defendeu apuração de eventuais irregularidades.
A secretaria informou que adotou providências pedidas pelo MPT para prevenir o assédio eleitoral. A pasta disse que reforçou a proibição de pressões ou constrangimentos por motivos políticos e que o município foi intimado e vai analisar o processo.
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