O custo da moradia levou famílias brasileiras a cortar outras despesas para pagar aluguel ou financiamento, elevando o risco de inadimplência. Uma pesquisa da Habitat para a Humanidade Brasil com 1.400 pessoas mostrou que 74% reduziram algum gasto no último ano.
Pesquisa aponta cortes em gastos para manter aluguel ou financiamento
O levantamento mostra que quase metade dos respondentes reduziu despesas com alimentação para conseguir bancar os custos do aluguel. Esse tipo de corte foi citado por 48% dos entrevistados.
A pesquisa também registra que 34% precisaram cortar gastos considerados essenciais, como alimentação, medicamentos e vestuário. Além disso, 56% disseram temer que um imprevisto afete a capacidade de continuar vivendo onde estão.
Especialista alerta para sinais antes do atraso e orienta negociação
O especialista em Direito Imobiliário Stefano Ribeiro Ferri diz que um sinal importante aparece quando a moradia passa a consumir uma parcela elevada da renda. Ele orienta fazer diagnóstico de dívidas e renda antes de assumir novos compromissos.
Ferri afirma que o morador deve buscar alternativas antes do primeiro atraso. Ele também cita que o pagamento recorrente do aluguel usando cartão de crédito, empréstimos ou corte de despesas essenciais exige atenção.
Consequências mudam conforme o contrato e revisão judicial tem limites
Segundo o especialista, no aluguel a falta de pagamento pode levar a cobrança dos valores devidos e ação de despejo. Ele diz que não existe regra geral que garanta ao inquilino um período fixo de tolerância.
Nos financiamentos imobiliários com alienação fiduciária, o imóvel pode chegar à consolidação da propriedade em nome do credor após o procedimento previsto em lei. Sobre revisão judicial, Ferri destaca que a simples queda da capacidade financeira não garante alteração do contrato, e que o caminho exige análise das condições da contratação.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.