Acordo de Trump com Putin para diesel decola críticas de senadores republicanos

Um acordo entre Donald Trump e Vladimir Putin para a compra de milhões de toneladas de diesel por Estados Unidos gerou críticas de senadores americanos, inclusive de republicanos. Parlamentares pediram a suspensão imediata da medida, citando regras do governo que proibiriam importações ligadas à guerra na Ucrânia.

Senadores querem suspensão imediata do acordo de diesel russo

Sete senadores fizeram o pedido no domingo, 11, para o governo abandonar a compra de energia da Rússia.

Quatro deles são republicanos. Eles classificaram a medida como uma “tábua de salvação financeira” para o regime de Putin.

Congresso citou 2022 para barrar dólares na guerra e lista de signatários

Os senadores lembraram que o Congresso proibiu explicitamente as importações de energia da Rússia em 2022.

Eles disseram que a regra existe para impedir que dólares americanos financiem a guerra de Putin contra a Ucrânia. A declaração foi liderada por Jeanne Shaheen e assinada por Richard Blumenthal, Ron Wyden, Susan Collins, John Curtis, Lisa Murkowski e Thom Tillis.

O grupo também afirmou que a legislação americana impede novas importações enquanto Moscou mantiver a ofensiva contra a Ucrânia e as ameaças aos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Trump anunciou 300 mil toneladas e outras cargas; midterms ficam para 3 de novembro

Na última sexta-feira, Trump disse que Putin concordou em liberar imediatamente 300 mil toneladas de diesel “para o mercado americano e global”, após uma conversa que ele descreveu como “altamente bem-sucedida”.

Ele também afirmou que a Rússia enviaria outras 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão de toneladas depois. O tema entra no clima das midterms, as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.