A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou nesta terça-feira, 13, o canal de WhatsApp “Exército do Lula” como meio oficial de comunicação. A medida vem depois de uma nova suspensão do funcionamento pelo ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Registro como meio oficial libera uso do canal após decisão do TSE
O canal “Exército do Lula” tinha virado ponto de disputa dentro da Corte. O TSE suspendeu o funcionamento e só permitiu a continuidade após o registro do grupo nos sistemas da Justiça Eleitoral.
Com a definição de meio oficial, o canal passa a seguir as mesmas regras de outros atos de comunicação eleitoral. Vídeos, fotos e textos de publicações virtuais precisam trazer o CNPJ da chapa e o aviso de que são propagandas eleitorais.
Canal criado por André Janones tem 4,2 milhões de seguidores e mira ações virtuais
O “Exército do Lula” foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O grupo reúne 4,2 milhões de seguidores e é usado para direcionar ações virtuais da campanha petista.
O canal ficou disponível no WhatsApp, mas a última mensagem foi enviada às 9h31, antes da decisão tomada nesta manhã por Nunes Marques.
Semana teve suspensão no domingo e liminar que devolveu o canal
No domingo, 11, o presidente do TSE atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e tirou o canal “Exército do Lula” do ar. O ministro citou uso do grupo para disseminar informações falsas em massa contra o senador.
Horas depois, o corregedor eleitoral, Ricardo Villas Boas Cuêva, deu outra liminar e restabeleceu o canal. O presidente do TSE pediu análise da presença de fake news, e a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) não encontrou as notícias falsas que motivaram a decisão do último domingo.
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