PF prende de novo dois inspetores da Civil ligados a operação de 2011; um é secretário em Belford Roxo

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) dois inspetores da Polícia Civil, alvos de uma investigação de 2011. A ação foi a 8ª fase da Operação Unha e Carne e também prendeu Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo.

8ª fase da Operação Unha e Carne mira suspeitos com atuação ligada a Ramos

A PF deflagrou a 8ª fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira (15). A operação levou à prisão de dois irmãos inspetores da Polícia Civil e de Márcio Canella (União Brasil).

Os policiais Christiano Gaspar Fernandes e Giovanni Gaspar Fernandes foram alvo de outra investigação em 2011, no contexto da Operação Guilhotina, que apurava suspeitas de corrupção policial.

Christiano é secretário municipal em Belford Roxo e foi investigado desde 2011

Christiano ocupa o cargo de secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Na época da Operação Guilhotina, ele trabalhava como investigador na 22ª DP (Penha).

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, Christiano integrava o núcleo responsável pela atuação da milícia em Ramos. As investigações também apontaram que o grupo desviava armas, munições e bens apreendidos em operações policiais.

A PF afirma que a quadrilha era dona de serviços clandestinos de TV por assinatura, cobrava taxas de moradores e comerciantes e controlava a venda de gás. A investigação incluiu ainda suspeitas de envolvimento em homicídios e ocultação de cadáveres.

PF relata ligações com milícia e histórico de punições anuladas na Justiça

A PF diz que Christiano e Giovanni são filhos do policial militar reformado Ricardo Afonso Fernandes, o Afonsinho. A Polícia Federal também afirma que Afonsinho era um dos chefes da milícia ao lado do ex-subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio Luiz de Oliveira.

Os irmãos chegaram a ser condenados e expulsos da Polícia Civil, mas em 2018 o governador Luiz Fernando Pezão anulou a demissão. A Polícia Federal menciona que a decisão administrativa gerou controvérsia por contrariar o entendimento da Corregedoria-Geral Unificada.

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