PF prende Márcio Canella, deputado estadual eleito, em operação contra lavagem em postos

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito, foi preso preventivamente pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 15. A PF aponta ligação dele com uma organização criminosa armada que usava postos de combustíveis para lavar dinheiro na Região Metropolitana do Rio.

Preso preventivamente: operação mira lavagem de dinheiro em rede de postos no Rio

A Polícia Federal prendeu Márcio Canella em uma ação ligada a uma organização criminosa armada. O grupo teria usado uma rede de postos de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro na Região Metropolitana do Rio.

O caso envolve medidas que atingiram empresas ligadas à rede. O objetivo do STF, por meio das decisões citadas no texto, foi parar atividades econômicas relacionadas ao esquema.

Quem foi preso, o que foi investigado e as ordens do STF

Segundo a PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. As investigações citam apoio de “agentes públicos e articulação político-institucional”.

Além de Canella, a ação mirou o delegado Marcus Amim e o ex-secretário estadual de Polícia Civil. O texto também cita Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil, e os policiais Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Souza Júnior.

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também ordenou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, com 96 postos usados para camuflar e legalizar recursos de origem criminosa.

Canella foi segundo mais votado e já tinha sido preso em julho

Canella foi o segundo deputado estadual mais votado no Rio nas eleições deste ano, com 197.178 votos. O texto informa que a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pediu indeferimento da candidatura em setembro por “vinculação político-administrativa eleitoral” com Fábio Augusto de Oliveira Brasil, o “Fabinho Varandão”, e Luiz Eduardo Santos de Araújo, o “Eduardo Araújo”.

Em 7 de julho, ele foi preso em flagrante na sexta fase da Operação Unha e Carne por porte de arma de uso restrito, após buscas com fuzil .556 no carro. O texto diz que ele responde ao processo em liberdade, com medidas cautelares, por decisão de Moraes, e menciona que a defesa definiu a decisão como “correta”.

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