Municípios com mais abstenção no 1º turno estão no Rio Grande do Sul, em São Paulo, em Minas Gerais e em Mato Grosso do Sul, onde Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro. O cenário pressiona a campanha petista antes do 2º turno de 4 de outubro.
Maior abstenção aparece onde Lula perdeu para Flávio no voto a voto
Os municípios com população acima de 100.000 habitantes e as maiores taxas de abstenção no 1º turno ficam em estados em que Lula não venceu Flávio Bolsonaro.
A campanha de Lula tenta puxar parte dos 33,4 milhões de eleitores que não votaram para tentar uma virada no 2º turno.
PT orienta combate à abstenção só onde comparecer pode trazer votos
Em reuniões fechadas, o PT orienta aliados e militantes a só atuar contra a abstenção onde o comparecimento rende votos para o candidato à reeleição.
A diretriz citada é “no Nordeste, sim; fora dele, só onde Lula lidera”. Um documento interno aponta que, na região em que Lula ficou à frente em todos os estados e em quase todos os municípios, cada eleitor a mais tende a favorecê-lo.
O cientista político Marco Antonio Faganello, que elaborou a lista a pedido de VEJA, relaciona a estratégia de Lula à falta de espaço para ampliar o arco de alianças no 2º turno, como Flávio fez com Caiado, Cury e Zema.
Lista traz 10 cidades com abstenção mais alta e o que pode ser alvo no 2º turno
A campanha petista ainda pode tentar mobilizar parte dos ausentes com carreatas, panfletagem e abordagens corpo a corpo localmente, principalmente onde Flávio venceu em menor grau.
Faganello listou Uruguaiana (RS) com 28,4% e Itanhaém (SP) com 28,0% como dois dos municípios com as maiores taxas de abstenção entre os com mais de 100.000 habitantes.
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