A CNI defende a dessalinização da água do mar como saída para diminuir riscos operacionais e manter a produção da indústria. A proposta foi apresentada no Congresso ALADYR Brasil 2026, em São Paulo.
Estudo liga dessalinização à segurança hídrica e à continuidade da indústria
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um estudo sobre Segurança Hídrica Industrial: O Papel da Dessalinização no Brasil. O material discute o estágio da tecnologia, os custos de implantação, impactos ambientais e oportunidades de financiamento.
A CNI também afirma que a água deixa de ser só uma pauta ambiental. A entidade diz que a água vira uma variável estratégica para produção e para resistir a crises.
O que é dessalinização, como funciona e quais custos aparecem no estudo
A dessalinização remove sais e outros minerais da água do mar ou salobra. A água passa a ser adequada para diferentes usos, incluindo consumo humano e atividades produtivas.
O estudo aponta a Osmose Reversa (OR) como a técnica mais usada. Nesse processo, a água passa sob pressão por membranas semipermeáveis que retêm sais e outras substâncias dissolvidas.
A CNI cita que o consumo de energia pode cair de até 20 quilowatts-hora por metro cúbico (kWh/m³) para uma faixa de 2,0 a 4,0 kWh/m³ em instalações modernas de grande porte. A entidade também informa que a eletricidade ainda representa entre 40% e 60% dos custos operacionais de uma usina.
Financiamento e regras de licenciamento entram como foco para ampliar projetos
Para estimular novos projetos, o estudo destaca o Fundo Clima – Indústria Verde, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A CNI diz que o avanço depende de mais segurança jurídica para investimentos.
Entre os pontos citados estão regras de licenciamento ambiental para o descarte da salmoura e a tributação de equipamentos e insumos. O gerente de Recursos Naturais da CNI, Mário Cardoso, afirma que o principal entrave à expansão no Brasil é regulatório.
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