EUA voltam a intensificar pena de morte após promessas de transmissão em execução

Estados Unidos voltam ao centro do debate sobre pena de morte com anúncio de execução de Nidal Hasan no dia 3 de dezembro e menção de transmissão ao vivo na internet. A discussão ganhou força também após o caso de Christa Pike e números recordes de execuções no país.

Promessa de transmissão ao vivo reacende briga política sobre execuções nos EUA

Pete Hegseth, secretário da Defesa, confirmou que Nidal Hasan seria morto por pelotão de fuzilamento em 3 de dezembro. Trump recuou na quinta-feira 15 e disse que “pessoas de bem podem querer não vê-lo morrer”.

Hasan abriu fogo em 2009 na base de Fort Hood, matando treze soldados e ferindo outros 32. No julgamento, ele declarou pretender morrer como mártir, e o anúncio de fuzilamento ao vivo provocou reações de políticos dos dois partidos.

47 execuções em 2025 e casos como o de Christa Pike entram no debate

Segundo o texto, 47 pessoas foram executadas no país no ano passado, o maior número desde 2009 e quase o dobro das 25 mortes em 2024. O levantamento citado diz que dezenove execuções ocorreram na Flórida.

O artigo também lembra a execução fracassada de Christa Pike, 50 anos, no Tennessee. A condenada por tortura e assassinato sobreviveu a duas doses seguidas de injeção letal, voltou a si e está de volta à prisão, em batalha judicial para reverter a pena para prisão perpétua.

Dia 3 de dezembro na mira e efeitos na vida de quem acompanha o caso

O texto aponta que Trump é quem autoriza a transmissão e que houve mudança de posição após a promessa inicial. O próximo marco citado é o dia 3 de dezembro, quando Hasan deve ser executado por pelotão de fuzilamento.

O artigo cita ainda que a pena de morte está em 27 estados e que 52% dos americanos são a favor para crimes em geral e 66% para homicídios. No mundo, a Anistia Internacional registrou 2 707 execuções em dezessete países no ano passado.

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