Rastreios eleitorais dos últimos dois dias mostram empate na intenção de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro, dentro das margens de erro. O resultado apareceu também na taxa de rejeição e na declaração de fidelidade ao candidato.
Tracking eleitoral com amostras diárias tenta antecipar tendência sem registro
O tracking diário de intenções de voto é um dos produtos mais usados por campanhas presidenciais.
Esse tipo de monitoramento costuma usar amostras de 1,2 mil entrevistas por dia, com margem de erro entre 2 e 3 pontos percentuais. Sem divulgação ou registro obrigatório na Justiça Eleitoral, o objetivo é acompanhar tendências do eleitorado.
Depois da derrota no 1º turno, mobilização reduz distância entre os candidatos
Na última semana, a disputa mudou após a derrota no primeiro turno, com eleitores de Lula intensificando mobilizações nas ruas e nas redes sociais.
Nas 72 horas após o primeiro turno, trackings do Partido dos Trabalhadores apontavam vantagem de até 4 pontos percentuais para o adversário do Partido Liberal.
No sábado (17/10), as sondagens do PL indicaram a primeira reação de Lula, com a dianteira de Flávio Bolsonaro caindo pela metade, para 2 pontos. No domingo (18/10), pesquisas de outra natureza metodológica, como a da Nexus para o banco BTG, mostraram empate.
No fim da tarde de segunda-feira, comitês de Lula e de Flávio Bolsonaro receberam sondagens diferentes com o mesmo resultado: empate confirmado. O texto liga o resultado ao desempenho no debate da Rede Bandeirantes, no qual Lula e Flávio Bolsonaro gastaram duas horas em insultos televisados.
Empate pode ser decidido por 6% que se dizem indecisos ou independentes
As pesquisas citadas indicam que a disputa será decidida no domingo por um grupo de cerca de 6% de eleitores independentes, indecisos ou dispostos a mudar de candidato.
A maioria nesse núcleo é de mulheres e pobres, com renda domiciliar de até dois salários-mínimos.
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