A Orquestra Brasileira de Cantores Cegos estreia a quarta temporada com o espetáculo “Repertório #04”, apoiado pela Lei Rouanet. A captação aprovada para a execução da nova etapa é de R$ 1 milhão.
Lei Rouanet viabiliza espetáculo com foco no patrimônio imaterial e inclusão no palco
O projeto reúne uma formação musical com cantores com deficiência visual e usa o repertório para discutir o patrimônio imaterial brasileiro.
A quarta temporada também traz diversidade de ritmos e manifestações regionais, reunindo cantos e tradições de Norte a Sul do país.
“Repertório #04” reúne 16 arranjos, 17 canções e amplia acervo com mais de 73 obras
O espetáculo traz 16 arranjos originais com 17 canções e inclui referências como congo do Espírito Santo, Coco de Tebei de Pernambuco e Bata do Feijão do Maranhão.
A seleção soma chulas baianas e tradições de trabalho agrícola de Alagoas, Sergipe e Minas Gerais, além das musicalidades das comunidades quilombolas Kalunga, em Goiás, e de etnias indígenas como os Mehinako, do Xingu, os Guaranis do Rio de Janeiro e os Kaingang.
Com a nova etapa, o acervo da orquestra chega a 66 arranjos e a mais de 73 obras musicais.
Montagem conta com 25 artistas no palco e projeto criou mais de 300 postos de trabalho
A encenação reúne 25 artistas no palco, com 13 cantores cegos e quatro com baixa visão, seis atores e ainda um pianista e o regente.
A gestão do projeto fica com a Associação Sociedade Cultura e Arte (SOCA Brasil), em Vila Velha (ES), e desde a criação da proposta, em 2023, os shows registraram público de 11 mil pessoas e geraram mais de 300 postos de trabalho diretos para artistas e técnicos.
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