Lula promete regular redes sociais após disputas com a Meta na campanha

Luiz Inácio Lula da Silva disse, após ser reeleito, que vai regular redes sociais usadas para interferir no processo eleitoral. A fala reforça o foco em plataformas digitais e pode ampliar o atrito com os Estados Unidos.

Lula quer regulação de redes após acusações de interferência no voto

Lula citou a regulação das redes sociais como a primeira proposta do discurso de vitória.

Ele afirmou que empresas grandes ganham milhões e bilhões sem pagar imposto e ainda tentam direcionar o resultado eleitoral.

Meta é alvo direto: TSE mandou tratar candidatos de forma igual

Durante a campanha, a disputa atingiu a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp.

A equipe de Lula fez reclamações sobre alcance de publicações e uso de ferramentas de inteligência artificial, e disse que a empresa favoreceria o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

O caso foi parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou tratamento isonômico na distribuição de conteúdo, sob multa de 500. 000 reais por infração.

Sanções dos EUA e guerra comercial podem ampliar o conflito

A discussão sobre regulação não fica só no Brasil. Em 2025, os Estados Unidos aplicaram sanções a autoridades brasileiras, como o ministro do STF Alexandre de Moraes, citando acusação de censura e restrição de contas em plataformas.

O governo Donald Trump também impôs uma sobretaxa de 25% sobre a importação de produtos brasileiros, citando “práticas comerciais desleais”, com motivos como Pix, etanol, pirataria e desmatamento.

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