Com 70% dos votos apurados, a eleição em Israel segue sem um vencedor claro e a formação do próximo governo pode levar semanas. Os blocos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot seguem praticamente empatados.
Com 70% das urnas apuradas, disputa no Knesset aponta para impasse
Às 11h locais (6h em Brasília) nesta quarta-feira, 28, a apuração indicava impasse. A eleição ampliou as bancadas no Knesset, parlamento israelense, com participação crescente de partidos palestinos.
Sem maioria definida, a negociação para um governo pode se arrastar. O Knesset tem 120 cadeiras e são necessárias 61 para formar uma maioria.
Netanyahu soma 54 cadeiras, oposição tem 47 e partidos palestinos chegam a 19
O bloco de Netanyahu tinha 54 cadeiras. A oposição, que busca tirá-lo do poder, reunia 47 cadeiras, com o “bloco da mudança” liderado por Eisenkot, além dos partidos palestinos, com 19 cadeiras.
Na soma das legendas, o Likud (Netanyahu) ficou com 27 e Yashar (Eisenkot) com 20. A lista conjunta teve 13, Juntos (Naftali Bennett) ficou com 11, e Democratas (Yair Golan) somou 8.
Os números também trazem destaque para a disputa sobre aliados de extrema direita. O texto aponta queda de apoio nas siglas Poder Judaico, do ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, e Sionismo Religioso, do ministro das Finanças Bezazel Smotrich.
Contagem final pode levar dias e acordo para coalizão deve demorar
A contagem final ainda pode levar dias. A expectativa é que as tratativas para formar coalizões e garantir maioria para governar levem semanas.
Se as negociações fracassarem, o país pode ter um segundo turno eleitoral. O texto lembra que esse cenário já aconteceu antes, entre 2019 e 2022, quando houve cinco eleições.
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