O presidente do STF, Edson Fachin, enfrenta o desafio de conduzir investigações que atingem integrantes da própria Corte, em meio a tensão institucional. A avaliação é do cientista político Rodrigo Prando, em participação no programa VEJA em Foco.
Rodrigo Prando diz que falta confiança e que tribunal deve investigar seus próprios ministros
Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirmou que a situação exige que o STF mostre capacidade de investigar seus ministros. Para ele, o problema vai além da simples distribuição dos processos.
O cientista político citou uma crise de confiança institucional. Ele relacionou essa percepção à ideia de que decisões e comportamentos de ministros ficaram ligados à disputa política.
Discussão envolve relatoria de André Mendonça e caso Banco Master sob responsabilidade de Fachin
Prando falou durante debate sobre a decisão de Fachin de devolver ao ministro André Mendonça a relatoria das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na mesma discussão, o STF decidiu manter provisoriamente sob responsabilidade de Fachin o caso Banco Master por 90 dias.
Especialista cita impacto do resultado eleitoral e diz que funções do Judiciário não devem depender de eleição
Prando avaliou que o resultado da eleição presidencial trouxe alívio político a Alexandre de Moraes. Ele disse que a situação seria mais delicada se Flávio Bolsonaro tivesse vencido.
O professor afirmou que a condição de um ministro do Supremo não deveria depender de uma eleição. Ele também defendeu que o ministro não deve exercer funções políticas e que o STF deve atuar dentro das suas atribuições constitucionais.
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