Mesmo depois da vitória na eleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro ainda enfrentam um novo ciclo de disputas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TSE mantém 18 ações de investigação judicial eleitoral que apuram possíveis abusos na campanha.
Disputa no TSE vira “terceiro turno” e pode durar de meses a anos
Os processos podem se estender por meses ou até anos, segundo Daniel Gullino, repórter de VEJA. Dependendo do que a Justiça Eleitoral concluir, os envolvidos podem sofrer sanções.
Gullino também relacionou a alta de ações à judicialização da campanha. Durante o período eleitoral, foram apresentadas quantidades inéditas de ações por candidatos presidenciais contra seus adversários.
Do total de 18 ações, 12 miram Lula e 6 miram Flávio Bolsonaro
Das 18 ações citadas por Gullino, doze são contra a campanha de Lula e seis são contra a de Flávio Bolsonaro. Parte dos casos começou com pedidos de retirada de propaganda eleitoral, mas as investigações em andamento tratam de acusações mais graves.
Entre os episódios mencionados estão o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado por André Janones, e o grupo “Tropa do Flávio”. Também entram o desfile de Carnaval que homenageou Lula e a participação de Flávio Bolsonaro na Festa do Peão de Barretos.
Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva analisa pedidos e investigação pode levar a inelegibilidade
Gullino explicou como funciona o trâmite. O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, faz uma análise inicial dos requisitos para admitir os pedidos, e as investigações podem incluir coleta de provas e depoimentos.
As consequências mais graves citadas por ele incluem cassação da chapa eleita ou declaração de inelegibilidade de candidatos, inclusive de quem perdeu a eleição. Gullino também disse que ainda podem surgir novas ações até a data da diplomação.
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