ABAL destaca alta da demanda global e reciclagem de alumínio no Brasil

Em 28 de outubro, a ABAL marcou o Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio e ligou a prática à demanda global crescente. A entidade diz que a sucata vira insumo estratégico num mercado com pressão de oferta.

Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio completa 23 anos e aponta cadeia do setor

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) comemorou em 28 de outubro o Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio. A data foi instituída pela entidade há 23 anos para reconhecer uma das cadeias mais bem estruturadas do país.

A ABAL citou o International Aluminum Institute (IAI), que prevê alta de 40% na demanda global por alumínio até 2030. O crescimento seria puxado pela transição energética em transporte, construção civil e geração de energia.

Reciclagem pode ampliar oferta e déficit global chega a 647 mil toneladas

A ABAL afirmou que a reciclagem ganha peso porque o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes sem perder propriedades. A prática ajudaria a ampliar a oferta sem depender só da produção primária.

A entidade disse que o mercado global vive tensão entre oferta e demanda. Ela citou a guerra no Golfo Pérsico, com cerca de 10% da produção mundial, e a escalada tarifária dos Estados Unidos, que afetariam rotas e fluxos, e mencionou estimativa da CRU de déficit global de 647 mil toneladas no segundo trimestre de 2026.

A ABAL também destacou o Brasil com reciclagem de latinhas acima de 96% há mais de 15 anos. Em 2025, 54% do alumínio consumido no país vieram da reciclagem, incluindo resíduos de construção civil, transporte, bens duráveis e aparas da indústria.

Economia de energia e fala de Janaina Donas: sucata como insumo estratégico

A ABAL informou que cada tonelada de alumínio reciclado economiza cerca de 95% da energia usada na produção primária. A entidade vinculou isso à redução de emissões de carbono e à descarbonização das cadeias que usam o metal.

Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL, afirmou: “Em um cenário de demanda crescente, déficit de oferta e instabilidade geopolítica, a sucata de alumínio deixa de ser apenas um resíduo e se consolida como insumo estratégico. O Brasil tem uma cadeia de reciclagem eficiente e consolidada, e nosso desafio é garantir que esse diferencial continue sendo competitivo e atenda em primeiro lugar a economia nacional”.

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