Rogério Marinho (PL-RN) pode ter resistência até dentro do próprio PL na eleição para a presidência do Senado, prevista para fevereiro de 2027. A análise é do cientista político Elias Tavares, em entrevista ao programa VEJA em Foco.
Voto secreto no Senado pode virar jogo interno do PL
Tavares diz que a eleição do comando do Senado acontece em uma dinâmica diferente das disputas eleitorais comuns.
Ele afirma que o voto secreto dificulta garantir os apoios prometidos, porque senadores podem assumir compromissos e depois votar em outro candidato sem revelar a decisão.
Oficialização de Rogério Marinho ocorre nesta quarta, 4, e decisão do Senado vai ser em fevereiro de 2027
Segundo Tavares, Rogério Marinho tem candidatura prevista para ser oficializada nesta quarta-feira, 4, e a disputa do comando do Senado ocorre por votação secreta em fevereiro de 2027.
O cientista político também cita a possibilidade de Davi Alcolumbre enfrentar oposição em um cenário mais difícil para o PL, após a aproximação de Alcolumbre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Tavares associa esse cenário às articulações do atual presidente do Senado e ao avanço de propostas de interesse do Executivo, o que, na avaliação dele, fortalece Alcolumbre na disputa pela permanência no cargo.
Se o PL perder a disputa, pode ficar fora de vice-presidências e da Secretaria-Geral
Tavares afirma que, além do risco de derrota, uma disputa pela presidência pode deixar o grupo derrotado sem espaço em cargos importantes da Mesa Diretora.
Ele cita vice-presidências e a Secretaria-Geral como posições relevantes e resume o ponto em uma pergunta sobre o PL lançar candidatura e ficar de fora de uma mesa diretora no momento.
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