A obra no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, foi demolida depois de protestos de moradores. A prefeitura devolveu o terreno ao município após um acordo com a empresa responsável.
Moradores denunciaram avanço sobre vegetação e limites de área no Aterro do Flamengo
Vizinhos começaram a denunciar a obra quando viram que ela ultrapassava os limites do antigo posto de combustíveis.
Eles também disseram que a construção avançava sobre uma área com vegetação e temiam prejuízos ambientais e a descaracterização do local.
Demolição ocorreu com a concessão da GWM e projeto previa pontos de recarga e showroom
A demolição foi feita pela própria empresa com a concessão do espaço, a GWM, que comercializa carros elétricos, após acordo com o município.
O local foi planejado para receber pontos de recarga e um showroom de veículos do tipo, e a demolição começou há cerca de dois meses. Em meados de outubro, a demolição foi concluída e os tapumes já não estavam no local.
Segundo a Superintendência de Patrimônio do Município do Rio, a prefeitura quer fazer uma nova concessão para implantar um eletroposto integrado a uma loja de conveniência, e os detalhes do edital estão em fase final de elaboração.
Iphan embargou obras em junho e MPF apura supressão de árvores
Em junho, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) embargou a construção, dizendo que a prefeitura não consultou o instituto para a concessão da licença.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar danos ambientais e afirmou que quatro árvores foram suprimidas, além de propor um Termo de Ajustamento de Conduta com recomposição da área, replantio e compensação ambiental. O MPF aguarda retorno da empresa.
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