Lula vai começar um novo governo em oito semanas, mas a direção da economia ainda não ficou definida. A falta de previsibilidade mexe com o cenário de juros e aumenta a incerteza para empresas e famílias.
Economia entra em período de incerteza antes da posse de Lula
Até agora, não ficou claro qual será o caminho da política econômica. No Planalto e nos ministérios da Fazenda e do Planejamento, surgem dificuldades para explicar a rota.
Lula passou dez meses de campanha sem indicar o que pretende fazer no quarto mandato. Durante a disputa pela reeleição, ele usou uma lógica de gastos ligada à campanha do governo anterior de Jair Bolsonaro.
Jurol alto e Selic parada: dados apontam 9,5% de juros real e Selic em 13,75%
A reportagem cita que Lula gastou cerca de um bilhão de reais por dia na campanha. Esses gastos seriam pagos a partir de 2027.
Apesar dos gastos, a rejeição a Lula ficou perto de 50% de janeiro a outubro. Mesmo com a virada na segunda votação, não havia previsibilidade sobre a economia após onze dias da eleição.
A consultoria Moneyou calcula que o Brasil mantém a maior taxa de juros real do planeta em 9,5%, descontada a inflação prevista para os próximos doze meses. O Banco Central interrompeu o ciclo de oito meses de redução da Selic na quarta-feira e manteve a taxa em 13,75% ao ano, citando aumento significativo das incertezas.
Discurso pode dar pistas, mas custo da instabilidade segue alto
A reportagem diz que é possível Lula dar indicações em um discurso gravado nesta quinta-feira (5/11), com divulgação prevista para domingo. Mesmo assim, não há sinal de mudança até o réveillon ou durante o primeiro semestre de 2027.
O texto afirma que Lula terá um encontro marcado com o desequilíbrio nas contas públicas. A imprevisibilidade já criou um ambiente de instabilidade na economia, com custo ligado ao recorde mundial de juros.
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