A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou nesta quarta-feira o Radar Geopolítico da Indústria para orientar decisões do setor produtivo até 2027. A publicação reúne 17 riscos e oportunidades para temas como comércio, investimentos e competitividade.
Guia da CNI liga análises globais às decisões do setor produtivo até 2027
O Radar Geopolítico da Indústria funciona como um guia estratégico para a tomada de decisão empresarial até 2027.
A CNI conecta análises próprias a levantamentos globais como o Global Risks Report 2026 do Fórum Econômico Mundial e a dados da CEPAL, do McKinsey Global Institute e do Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília (CEG/UnB).
Tarifas dos EUA, CBAM e concorrência chinesa entram na lista de 17 itens
O painel resume riscos e oportunidades geoeconômicos para a indústria no horizonte 2026–2027 e organiza os 17 itens por grau de urgência (verde, amarelo e vermelho) e impacto sobre comércio, investimentos, cadeias produtivas e competitividade.
Entre os temas listados estão tarifas dos Estados Unidos com tarifas adicionais de até 37,5%, o Mecanismo de Ajustamento de Carbono na Fronteira (CBAM) da União Europeia e a concorrência chinesa, além de questões como alta dos fretes marítimos e sobrecapacidade mundial em aço e manufaturados.
O Radar também inclui fatores ligados à logística, à tecnologia, à segurança econômica e à integração regional, como tensões no Estreito de Taiwan e restrições chinesas às terras raras.
Relatório foi lançado no Fórum da Diplomacia Industrial em Brasília
O lançamento do Radar Geopolítico da Indústria aconteceu durante o Fórum da Diplomacia Industrial, realizado nesta quarta (4) na sede da CNI, em Brasília.
O encontro reuniu cerca de 180 participantes, entre embaixadores de mercados estratégicos, lideranças empresariais, autoridades do governo federal e representantes da academia.
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