AfD vence eleição regional na Saxônia-Anhalt e tenta negociar aliança na Alemanha

A extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu a eleição regional de domingo 6 na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha. O resultado pressiona governos na Europa e reacende o debate sobre alianças para formar um governo local com forças ultradireitistas.

Vitória na Alemanha vira referência para a força da extrema direita na Europa

A campanha da AfD ganhou destaque por ter ocorrido na Alemanha, país que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, manteve uma tradição política de isolamento de grupos ligados à extrema direita.

O avanço da legenda encontra eco em movimentos nacionalistas de França, Itália, Espanha e Reino Unido, aumentando a repercussão fora das fronteiras alemãs.

Economia pesou: AfD supera o centro-direita de Friedrich Merz e mira negociação

O artigo aponta a insatisfação com a economia como um dos fatores do crescimento da AfD. No país, o aumento do custo de vida e o desemprego contribuíram para a legenda alcançar mais do que o dobro dos votos do partido de centro-direita do chanceler Friedrich Merz.

Com resultados quase definitivos, a AfD pode ficar um pouco abaixo da maioria absoluta e acabar fora do governo local. Mesmo assim, a legenda sinalizou abertura para dialogar, mas os partidos recusam cooperação com a extrema direita, com exceção do BSW.

Nenhuma região alemã é governada pela extrema direita desde 1945. Por isso, o artigo diz que negociações complexas sobre quem vai comandar o estado estão por vir.

Europa observa eleições e reage: França, Espanha e Polônia citam “momento grave”

Na União Europeia, a preocupação recai sobre a Alemanha por causa do peso econômico e político do país no bloco. O texto menciona que o presidente Emmanuel Macron deixa o cargo em maio de 2027 e que Marine Le Pen aparece à frente nas pesquisas para o primeiro turno.

O artigo também registra reações na Europa. O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse nesta segunda que “isso claramente envia um sinal muito, muito preocupante”. Em seguida, o ministro de Assuntos Europeus da França, Benjamin Haddad, publicou nas redes sociais: “Ver a extrema direita prevalecer nas eleições regionais alemãs marca um momento muito grave para a Europa”. O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, chamou o resultado de “um sinal muito preocupante”, e o primeiro-ministro Donald Tusk afirmou: “Apenas idiotas ou traidores podem se alegrar com o triunfo da AfD na Alemanha”.

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