O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, assinou a Medida Provisória 1.392 de 2026 que libera crédito extraordinário de R$ 64 milhões para reduzir os efeitos do El Niño no país. A medida direciona parte do dinheiro para alimentos e outra para ações emergenciais em terras indígenas.
Crédito extraordinário mira alimentos e ações emergenciais por causa do El Niño
O governo federal liberou R$ 64 milhões para amenizar os efeitos do El Niño no país. A verba vai apoiar a compra e a entrega de alimentos e também o fornecimento de itens essenciais em áreas indígenas.
R$ 40 milhões vão para o PAA e R$ 24 milhões para a Funai
Do total, R$ 40 milhões serão enviados ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Esse valor vai bancar a aquisição e a distribuição de alimentos da agricultura familiar pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Outros R$ 24 milhões vão para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A Funai vai aplicar os recursos em ações emergenciais com fornecimento de alimentos, água potável e outros insumos essenciais em terras indígenas.
Além disso, o governo lançou a página online gov.br/elnino para reunir dados oficiais sobre o El Niño, impactos por região e ações de preparação e resposta. A página também cita uma estrutura federal com 272 bases operacionais, 6.686 profissionais, 49 aeronaves e 4.410 brigadistas federais registrados em julho de 2026.
Fenômeno altera chuvas e segue com ações para áreas mais vulneráveis
O El Niño é ligado ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. No Brasil, ele provoca seca no Norte e no Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, e enchentes na Região Sul.
Esses efeitos orientam as ações emergenciais previstas na liberação de R$ 64 milhões, com foco em alimentos para comunidades afetadas e em fornecimento de itens essenciais em terras indígenas.
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