Alfredo Cotait Neto assumiu a presidência da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em cerimônia nesta terça-feira (31), na sede da entidade, em São Paulo. Ele defende mais integração entre entidades e atuação do setor produtivo nas decisões políticas.
ACSP e a intenção de ligar confederações e associações em rede no país
Na nova gestão, Cotait quer fortalecer instituições comerciais e empresariais. Ele também quer ampliar a representatividade e a atuação junto ao sistema político.
O plano passa por intensificar a integração do sistema associativista, conectando confederação, federações e associações. A ideia é que demandas da base virem pautas nacionais.
Cotait assume após comandar CACB e Facesp e fala em participação política dos empreendedores
Cotait disse que 2026 é um ano decisivo para o futuro do país. Ele citou a necessidade de participação de empreendedores na formulação de políticas públicas voltadas ao setor produtivo.
Ele lidera a chamada “tríplice coroa” do sistema associativista brasileiro. Desde 2022, preside a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reúne cerca de 2,3 mil instituições. No estado, comanda a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de São Paulo (Facesp) desde 2019.
O secretário especial de Projetos Estratégicos do Governo do Estado de São Paulo e membro do Conselho Superior da ACSP, Guilherme Afif Domingos, destacou que Cotait assume em um momento difícil para o país. Ele afirmou que a presença de Cotait, com experiência, vai ser fundamental para a entidade e o país.
Conselhos e temas do empreendedorismo entram na pauta da ACSP até 2028
Um foco da nova gestão será estruturar conselhos da diretoria executiva. Cotait diz que as demandas do empresariado serão debatidas e viradas propostas para alcance nacional.
Entre as pautas citadas estão o aumento do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), proteção ao Simples Nacional no contexto da reforma tributária, defesa do voto distrital e adiamento das discussões sobre a redução da jornada de trabalho. Cotait também informou que a presidência terá vigência até 2028, com períodos de 2019 a 2021 e de 2021 a 2023.
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