A Anistia Internacional publicou nesta terça-feira, 21, um relatório anual que pede resistência a uma “nova ordem mundial” marcada por “líderes predadores”. A ONG cita governos dos Estados Unidos, Israel e Rússia e diz que a mudança afeta normas internacionais depois da Segunda Guerra Mundial.
Relatório da Anistia diz que diplomacia perde espaço para conflitos e coerção econômica
Segundo a Anistia Internacional, essas lideranças estariam enfraquecendo normas internacionais consolidadas após a Segunda Guerra Mundial.
A organização afirma que essas mudanças colocam a diplomacia de lado e fortalecem conflitos armados e coerção econômica.
Em Londres, Agnès Callamard cita Donald Trump, Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu
Na apresentação do documento em Londres, a secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, disse que o mundo vive “o momento mais desafiador da nossa época”. Ela falou em ataques de movimentos transnacionais anti-direitos e governos predatórios.
Callamard mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e acusou esses líderes de ampliar violência, destruição e repressão em escala global.
Gaza, repressão no continente americano e mandados da Rússia entram no documento
O relatório afirma que Israel “manteve seu genocídio” contra palestinos na Faixa de Gaza mesmo após o cessar-fogo de outubro de 2025. A Anistia também critica ações dos Estados Unidos, como ataques fora do território, incluindo operações no Caribe e no Pacífico, e cita atos ilegais contra Venezuela e Irã.
A ONG diz ainda que a polícia matou 1.143 pessoas em 2025 no continente americano, com impacto desproporcional sobre a população negra, e menciona mandados de prisão emitidos pela Rússia contra integrantes do Tribunal Penal Internacional (TPI).
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