A ANM revisou para baixo as reservas brasileiras de terras raras e colocou o país com 11,4 Mt de OTR para o ano-base 2025. Mesmo assim, o Brasil ainda aparece em 2º lugar, com participação de 15% nas reservas globais.
Revisão da ANM muda números e mantém o Brasil entre os maiores em reservas
As reservas de terras raras passam por revisões com base em dados de empresas e governos. A referência citada no texto é a publicação anual do U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries.
Na edição mais recente, de 2026 (ano-base 2025), o total das reservas mundiais em OTR cai de 85 Mt em 2025, contra 90 Mt em 2024 e 110 Mt em 2023. A China lidera, e o Brasil ocupa a 2ª posição.
De 21 Mt para 11,4 Mt: ANM ajusta reservas e altera participação
Segundo o Sumário Mineral 2025 Ano-Base 2024, a ANM revisou a reserva brasileira de 21 Mt para 11,4 Mt de OTR, usando como base o Relatório Anual de Lavra (RAL) de 2023 (ano-base 2022). O texto cita também a norma da Comissão Brasileira de Recursos e Reservas (CBRR) para classificar recursos e reservas.
Com a reserva global reduzida de 85 Mt para 75 Mt de OTR, o Brasil segue em 2º lugar com 15% das reservas. A tabela compara China em 1º com 44 Mt, Brasil em 2º com 11,4 Mt, e Austrália em 3º com 6,9 Mt, além de listar outros países e o total mundial.
O artigo diz ainda que o Brasil não considera oficialmente depósitos de terras raras em argilas de adsorção iônica. Ele aponta investimentos em pesquisa mineral de ETR no país, que passaram de R$ 2 milhões em 2021 para R$ 90 milhões em 2024, e cita a produção do Brasil a partir de janeiro de 2024 na Mineração Serra Verde.
Pesquisa e produção seguem em foco, com seminário marcado para 1º e 2 de julho
O texto afirma que o Brasil pode aumentar reservas com avanços em pesquisas, já que empresas classificam parte dos depósitos de argila iônica como reservas. Também registra que a produção do Brasil aparece em 2024 e 2025 com a Mineração Serra Verde, em Minaçu-GO.
O artigo informa que o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras vai ocorrer nos dias 1º e 2 de julho, no Rio de Janeiro, no CETEM. A organização fica com o CETEM em parceria com a Finep e o MCTI, com apoio do MME.
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