A participação brasileira na Hannover Messe 2026, na Alemanha, foi avaliada como positiva pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller. Ele afirmou que o Brasil reforçou a imagem de parceiro para a transição energética e para a nova indústria global.
Com delegação recorde e status de país parceiro, o Brasil levou uma comitiva para a feira realizada em Hanôver entre 20 e 24 de abril. A ApexBrasil diz que o objetivo foi ampliar a presença do país junto a investidores e empresas europeias em um cenário de reconfiguração geopolítica.
Brasil como parceiro para transição energética e indústria global
Laudemir Muller disse que o Brasil saiu da Hannover Messe com “outro tamanho”. Ele citou a maior comitiva já registrada, com 300 empresas participantes, e 140 atuando como expositores.
O presidente da ApexBrasil também ligou o interesse europeu ao potencial brasileiro em áreas de economia de baixo carbono. Ele citou oferta de energia limpa, biocombustíveis e a disponibilidade de minerais críticos e terras-raras, usados em tecnologias ligadas à inteligência artificial e à transição energética.
Números da feira e foco em indústria 4.0
A participação brasileira ocupou seis pavilhões e recebeu mais de cinco mil visitas, segundo a ApexBrasil. O foco ficou em soluções ligadas à indústria 4.0, com automação, inteligência artificial e comunicação entre máquinas.
Muller afirmou que, no evento, 60 startups participaram em busca de parceiros internacionais e de desenvolvimento conjunto de tecnologias. Ele disse que o resultado principal foi aumentar a visibilidade internacional das empresas.
Mercosul e União Europeia entra em vigor provisório e biocombustíveis entram na pauta
Durante a feira, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia ganhou espaço. O tratado entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio.
O dirigente também falou de barreiras regulatórias na Europa para biodiesel de soja e etanol de milho. Ele citou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do chanceler alemão, Friedrich Merz, e disse que Lula afirmou que o combustível renovável do Brasil emite bem menos CO2.
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