Após censurar pesquisa, Kassio Nunes Marques quer criar “selo” para empresas eleitorais

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, propôs um regulamento para “reconhecer e valorizar” empresas de pesquisa eleitoral que acertem mais os “resultados oficiais”. A proposta entra em choque com protestos de empresas que contestam a mistura entre pesquisa e previsão de resultado.

Censura no TSE e nova regra para “valorizar” pesquisas colocam empresas em alerta

No começo de junho, Nunes Marques proibiu uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel em parceria com a agência de notícias Bloomberg. A decisão atendeu um pedido do senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à presidência da República.

Depois disso, nesta terça-feira (14/7), em Brasília, o presidente do TSE voltou ao tema ao sugerir um regulamento voltado para medir quais estimativas ficam mais perto do que sai nas urnas.

AtlasIntel na mira: pesquisa de fim de maio teve reação do Partido Liberal

A sondagem da AtlasIntel foi feita no final de maio e mostrou que parte do eleitorado ficou menos aberta ao candidato Bolsonaro após a revelação de envolvimento em negócios obscuros com Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, preso por fraudes financeiras bilionárias.

O Partido Liberal e o candidato pediram censura judicial por causa dos resultados. Nunes Marques acatou a alegação de que a sondagem não teria sido feita com “perguntas neutras”.

Em seguida, empresas protestaram contra a nova proposta de Nunes Marques, que quer “premiar” a sondagem mais próxima do resultado das urnas em todas as eleições.

Proposta de “selo” K mira aderência às urnas e pode afetar pesquisas eleitorais

Nunes Marques disse que a distinção seria um “selo” de qualidade ligado à Justiça Eleitoral. No debate interno citado, o “selo K” aparece como referência a Kassio.

As empresas criticaram a ideia e contestaram a confusão entre pesquisa e previsão feita pelo juiz.

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