A Arábia Saudita lançou mais de 40 ataques contra regiões do Iêmen nesta quarta-feira, 9, segundo os hutis. O grupo diz que a ofensiva veio um dia depois de bombardear o reino saudita, aliado dos Estados Unidos.
Escalada no Iêmen amplia guerra entre hutis apoiados pelo Irã e aliados dos EUA
O Iêmen vive uma guerra civil desde 2014, com divisão entre os hutis e o governo oficial. Em julho, o país voltou a ter combates abertos ao entrar no conflito regional entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Os hutis relataram ataques em várias áreas, citando províncias do norte e do sul do Iêmen. O avanço da guerra também envolve áreas ligadas ao mar e à circulação de cargas.
Ataques citam Marib, Al Jawf, Taiz e Hodeida; governo saudita alerta Khamis Mushait
O canal de televisão rebelde Almasirah informou que aviões sauditas fizeram 32 ataques aéreos contra áreas das províncias de Marib, Al Jawf, Taiz e Hodeida nas últimas horas. Depois disso, a emissora registrou uma dezena de bombardeios adicionais.
Riad não comentou as acusações. Na terça-feira 8, as autoridades sauditas disseram que 73 pessoas ficaram feridas no reino por causa dos ataques hutis, que também paralisaram temporariamente instalações petrolíferas.
Conflito começou em julho e já deixou mais de 500 mortos; risco de ataque segue no sul da Arábia
As hostilidades começaram em julho, quando os hutis permitiram que um avião iraniano pousasse no Iêmen e desafiaram o controle de Riad sobre o espaço aéreo. O governo reconhecido pela comunidade internacional respondeu com ataque ao aeroporto.
Desde quinta-feira da semana passada, os combates entre hutis e sauditas deixaram mais de 500 mortos no Iêmen, segundo balanço da AFP, com pelo menos 216 soldados do governo, 278 combatentes hutis e 29 civis. Nesta quarta, o governo saudita voltou a emitir um alerta sobre o risco de ataque em Khamis Mushait, no sul, perto da fronteira iemenita.
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