A Argentina começou nesta segunda-feira, 19, um plano de demissão voluntária para acabar com 20 mil novas vagas na administração pública. A medida entra em vigor em 1º de novembro e soma cortes feitos desde o início do mandato de Javier Milei, em 2023.
Medida na administração pública mira corte de vagas e gasto estatal
O governo argentino abriu um plano de demissão voluntária para reduzir novas vagas de emprego na administração pública. O objetivo citado no comunicado é mudar a alocação dos recursos públicos.
O Ministério de Desregulação e Transformação do Estado afirmou que o governo busca diminuir o gasto público. A proposta também é apresentada como forma de reduzir impostos.
Plano prevê regras por idade e tempo de serviço e trava retorno por 8 anos
O programa prevê pagamentos e valores que variam conforme a idade e o tempo de serviço dos empregados. A regra também exige que a pessoa fique oito anos sem voltar a trabalhar na administração pública.
O comunicado publicado no Diário Oficial diz que o plano começa a valer no dia 1º de novembro. O governo já tinha cortado mais de 77 mil empregos públicos desde 2023.
A ATE, Associação de Trabalhadores do Estado, se declarou contrária ao plano. Rodolfo Aguiar disse nas redes sociais que o desligamento não é voluntário e chamou de “demissão extorsiva”, além de marcar uma manifestação.
Taxa de desemprego e informalidade aparecem junto das mudanças no trabalho
Dados do Indec, Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina, apontam desemprego de 7,8% no primeiro trimestre de 2026. No trimestre anterior, a taxa era de 7,5%.
O estudo citado no texto coloca a informalidade em 44,2% dos ocupados no primeiro trimestre de 2026. Um ano antes, era de 42%.
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