O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da ONU, vai reduzir as operações humanitárias em Gaza e deixar cerca de 500.000 pessoas sem assistência por falta de recursos. A medida vale após a agência receber menos da metade do financiamento para distribuição de alimentos.
PMA corta operações em Gaza após receber menos dinheiro para alimentos em 2026
O PMA anunciou nesta segunda-feira, 19, que vai diminuir a ajuda em Gaza por falta de recursos. A agência disse que precisa de mais dinheiro para manter as operações humanitárias nos próximos seis meses.
O comunicado aponta que o PMA recebeu menos da metade do financiamento destinado à distribuição de alimentos no enclave palestino em 2026 do que recebeu em anos anteriores.
Cortes incluem menos atendidos, menos pacotes e redução em refeições quentes e ajuda em dinheiro
O PMA disse que vai reduzir o número de pessoas que recebem assistência mensal em Gaza de 1,6 milhão para 1,1 milhão. O racionamento de alimentos vai sair de dois pacotes de alimentos por família para um.
A agência também informou que os sacos de farinha vão ficar menores. O número de refeições quentes vai cair de 250.000 para 150.000 por dia.
Além disso, a ajuda em dinheiro para compra de alimentos vai reduzir de 1.250 para 750 shekels por mês. O PMA citou que o valor em dólares sai de 400 para 240.
Diretor do PMA fala em necessidade de recursos e manutenção da distribuição
Shaun Hughes, diretor do PMA nos territórios palestinos, disse à AFP que as decisões servem para os recursos durarem mais. Ele também afirmou que a redução não ocorre por falta de acesso humanitário para distribuir alimentos.
O PMA relacionou a situação à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, lançada em resposta ao ataque do Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023. Segundo Hughes, quase 1,4 milhão de pessoas continuam em insegurança alimentar aguda e precisam de ajuda para sobreviver.
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