A Argentina publicou novas regras do Banco Central para transferências feitas por investidores ao exterior e apertou o uso de um câmbio paralelo chamado blue-chip swap. A medida mira reduzir pressão sobre o peso e aumentar a capacidade do governo de reconstruir reservas cambiais.
Banco Central ajusta transferências e mira proteção ao peso com mudanças no blue-chip swap
As novas regras fazem parte de um pacote de medidas publicado na quinta-feira, 9. O Banco Central quer dificultar que empresas e pessoas usem o blue-chip swap para enviar moeda estrangeira para fora.
O objetivo aparece ligado ao plano do ministro da Economia, Luís Caputo, para reconstruir reservas cambiais. O governo também relaciona saques de dólares à pressão sobre o peso e ao aumento da inflação na Argentina.
Blue-chip swap fica mais difícil e regra oficial de câmbio passa por flexibilização
O governo anunciou um programa de compra de moeda estrangeira no final de 2025 para reforçar as reservas. A preocupação é compartilhada pelo governo de Javier Milei e por investidores e pelo Fundo Monetário Internacional.
No mesmo dia das novas medidas, o Banco Central fez sua maior compra de dólares neste ano, adquirindo US$ 281 milhões. Enquanto isso, o controle para operações cambiais com a taxa oficial foi flexibilizado, com mudanças como a eliminação do antigo limite de saque de 50 dólares por cartões emitidos na Argentina.
As regras também prorrogam o prazo para liquidação de receitas de exportação e retiram a necessidade de pedir autorização prévia do banco central para pagar dívidas financeiras.
Governo espera entrada maior de moeda e monitora efeitos nas próximas semanas
Nas próximas semanas, o governo argentino diz que quer verificar aumento no volume de moedas estrangeiras que entram no país. A expectativa está ligada ao fortalecimento do comércio do setor de energia, às exportações do setor agrícola e aos recursos em moeda vindos de investimento estrangeiro direto e de emissão de dívida corporativa no exterior.
Em relatório publicado na semana passada, o Banco Mundial elogiou decisões econômicas do governo Milei. O texto afirma que a Argentina virou uma exceção positiva na região, com estabilização e reformas melhorando expectativas e condições financeiras.
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