Mais de 300 brasileiros que fugiram do Brasil depois do 8 de Janeiro cobram uma resposta sobre pedidos de refúgio na Argentina, onde vivem hoje. A Asfav acionou a Conare, a Defensoria Geral da Nação e a ACNUR.
Asfar pede resposta da Argentina para pedidos de refúgio de foragidos do 8 de Janeiro
A Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) quer regularizar a situação de brasileiros que atravessaram a fronteira para escapar da prisão.
Segundo a associação, os casos envolvem problemas para trabalhar e estudar sem situação regularizada no país vizinho.
Conare ainda não respondeu; advogado cita demora de dois anos e caso de Joel Borges Corrêa
O advogado Ezequiel Silveira diz que já passaram dois anos e que o governo da Argentina não respondeu aos pedidos de refúgio.
Silveira afirma que são mais de 300 brasileiros esperando uma decisão. Ele também aponta dificuldades no dia a dia, como trabalho e estudo, por causa da situação incerta.
A Asfav usa como referência o caso do brasileiro Joel Borges Corrêa, que em março de 2024 teve o refúgio reconhecido pela Conare na Argentina. A petição diz que o relatório reconheceu temor fundamentado de perseguição ligado à opinião política atribuída ao solicitante, incluindo participação nas manifestações de 8 de janeiro de 2023.
Asfav pede prioridade e proteção; caso envolve risco de extradição e separação familiar
A entidade pede prioridade na análise dos pedidos pendentes e assistência jurídica aos solicitantes.
A Asfav também solicita medidas para garantir proteção, com foco em casos com risco de extradição, restrições à liberdade e separação familiar.
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