Justiça do Trabalho proíbe Laís Jordy de postar incentivo a demitir “petistas”

A Justiça do Trabalho proibiu a advogada Laís Jordy, esposa do senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ), de fazer novas publicações para estimular a demissão de funcionários que votam no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão veio após um vídeo no Instagram, removido por ordem judicial, em que ela orienta empresários: “demita um petista”.

Ordem judicial mira posts que estimulam demissões por voto

O juiz Hernan Fleury Chaves Ribeiro determinou a suspensão de novas postagens que incentivem a dispensa de trabalhadores por causa de escolha política.

A decisão aponta que o conteúdo pode aumentar a hostilidade no ambiente de trabalho e levar empregadores a promover retaliações e dispensas discriminatórias.

Vídeo no Instagram e punição com multa diária de 20 000 reais

No vídeo, Laís Jordy diz: “demita um petista”. Ela também afirma: “O voto dele prejudica o teu negócio, prejudica a tua família, prejudica a tua vida”.

Na decisão, o juiz cita o alcance do perfil da advogada, que tem 230 mil seguidores. Laís Jordy foi candidata a deputada federal, mas não se elegeu.

Ela fica impedida de veicular, publicar, impulsionar, compartilhar ou fomentar conteúdo que oriente, incite, estimule ou solicite discriminação, perseguição, prejuízo ou dispensa de trabalhadores por convicção política, filosófica ou opção partidária. A multa diária em caso de descumprimento é de 20 000 reais.

Ministério Público pede indenização de 500 000 reais no fim do processo

A decisão é liminar, ou seja, provisória. O Ministério Público do Trabalho pede que, ao final do processo, Laís Jordy seja condenada a pagar 500 000 de indenização por danos morais coletivos.

Mesmo após remover o vídeo, ela afirmou: “é legítimo discutir isso, obviamente respeitando o direito de cada um”.

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