Ataques aéreos de drones e mísseis nos céus da Rússia e na capital ucraniana elevaram a tensão no conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos e meio. Em poucos dias, Kiev e outras cidades foram atingidas e houve mortes e feridos.
Guerra volta a acelerar com ataques a alvos dentro da Rússia antes de reunião da Otan
Depois de um período em que o conflito parecia mais parado, ataques ucranianos voltaram com ações aéreas de alcance inédito dentro da Rússia.
O aumento das investidas veio às vésperas da reunião da Otan, nos dias 7 e 8, na Turquia, com a presença de Trump, e foi acompanhado por reação russa contra o território ucraniano.
Doze mortos em Kiev e terminal de petróleo atingido em São Petersburgo
Na véspera do encontro, a Rússia lançou o segundo grande ataque aéreo contra a capital ucraniana em menos de uma semana, com mísseis e drones, com doze pessoas mortas e cinquenta feridas. Mais de uma dúzia de prédios residenciais foram destruídos.
Durante o encontro, novas investidas atingiram Kiev e Kharkiv. Antes disso, dezenas de drones ucranianos haviam atingido São Petersburgo e explodido um terminal de petróleo nas proximidades.
Desde o início do ano, refinarias russas estiveram na mira em 194 ocasiões, onze vezes mais do que no mesmo período de 2025, segundo dados da Rochan Consulting.
Venda de combustíveis muda e autoridades registram falta de gasolina após ataques
Com os ataques a instalações energéticas, mais da metade das províncias russas passaram a impor restrições à venda de combustíveis. A produção de gasolina caiu 25% em relação ao ano passado.
No caso de Novorossiysk, no Mar Negro, autoridades suspenderam a venda do produto a pessoas físicas. Na terça-feira 7, a maior refinaria do país, em Omsk, parou de funcionar após ataque de drones.
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