Ataques entre EUA e Irã enfraquecem acordo e colocam Estreito de Ormuz no centro

EUA e Irã voltaram a trocar ataques, e o acordo assinado por Donald Trump e autoridades iranianas perdeu a validade antes de completar um mês. A briga agora volta a focar no controle do Estreito de Ormuz, por onde passam navios que levam parte do petróleo consumido no mundo.

Memorando prometia fim do confronto, mas drones e mísseis retomaram os ataques

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel atacaram o centro de comando e instalações militares do Irã. O conflito foi apresentado com previsão de durar “de quatro a seis semanas”, mas segue com rodadas de ataques.

No mês passado, Donald Trump assinou no Palácio de Versalhes um “memorando de entendimento” com as autoridades iranianas. O texto dizia que “abrange tudo o que nos propusemos alcançar”, com encerramento do confronto, abertura do Estreito de Ormuz e fim do programa nuclear de Teerã.

Drones atingem cargueiros na rota de Omã e Trump declara acordo nulo

O documento de catorze pontos perdeu a validade quando drones e mísseis voltaram a cruzar os céus nos últimos dias. Na segunda-feira 6, drones do Irã atingiram três cargueiros que usavam a chamada rota de Omã.

As forças navais dos Estados Unidos retaliaram contra bases do Irã. Trump declarou o acordo nulo, disse que o país vira “guardião do Estreito de Ormuz” e garantiu passagem a todos, menos aos navios do Irã.

Nova taxa de 20% e risco de alta no petróleo ampliam impacto na região

No calor das ameaças, Trump anunciou cobrança de uma taxa de 20% sobre a carga para cobrir despesas da vigilância da passagem. Antes do recuo, o preço do barril de petróleo saltou quase 10% em um único dia.

O Irã também lançou drones contra um navio do Kuwait e feriu quatro marinheiros. A retomada das hostilidades pode envolver outras nações da região, enquanto os petroleiros preferem esperar para ver a situação em Ormuz.

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