Uma ativista polonesa que investigava denúncias contra negócios ligados à família do presidente do Equador, Daniel Noboa, foi assassinada, segundo autópsia divulgada pela equipe jurídica da vítima nesta sexta-feira, 19. Monika Silva Koniuszek, de 41 anos, foi encontrada morta em Montañita, na província de Santa Elena, em 8 de junho.
Autópsia muda a versão após encontro do corpo em Montañita
Um dia depois do caso, o ministro do Interior do Equador, John Reimberg, disse que equipes encontraram “evidências” no local de que teria sido um suicídio.
Depois disso, a autópsia feita em Guayaquil concluiu que a ativista morreu após sofrer um golpe na cabeça e ser estrangulada.
Investigação citou ameaças e ligações com a Noboa Trading
Há cerca de dez anos no Equador, Koniuszek denunciava crimes ambientais e casos de corrupção nas redes sociais. Amigos e colegas relataram que ela vinha recebendo ameaças de morte.
De acordo com pessoas próximas, a ativista investigava denúncias envolvendo a Noboa Trading, conglomerado exportador de frutas ligado à família do presidente equatoriano. As apurações tratavam de alegações de apreensões de cocaína em contêineres de banana e de suposta lentidão das autoridades judiciais em avançar com os casos.
Pouco antes de ser morta, Silva Koniuszek disse aos amigos que havia entregue um dossiê com denúncias à embaixada dos EUA em Quito.
Ministério Público chamou especialistas e caso segue sem data de decisão
Na semana passada, o Ministério Público equatoriano convidou especialistas estrangeiros para participar da investigação e “fornecer elementos técnicos especializados aos procedimentos em andamento no âmbito do caso e contribuir para o esclarecimento dos fatos”.
O texto da Fundação La Integridad também descreve Monika como ativista ligada a melhorias para moradores da zona rural de Santa Elena, citando pobreza, desnutrição infantil, desemprego e falta de serviços básicos.
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