Uma bebê de 5 meses nascida nos Estados Unidos pode perder a nacionalidade se a Suprema Corte aceitar o decreto do presidente Donald Trump. O caso pode mexer na vida de centenas de milhares de crianças.
Suprema Corte vai decidir se muda a regra da cidadania por nascimento
A discussão envolve o direito à cidadania para quem nasce no país. O jornal The Washington Post levou o tema ao público nesta terça-feira, 31.
A medida passa por análise no mais alto tribunal dos EUA. A decisão pode afetar famílias que buscam proteção e vivem no país há anos.
Decreto publicado em 20 de janeiro de 2025 tenta limitar quem vira cidadão
Segundo o Post, a bebê é a segunda filha de uma mulher colombiana que mora nos Estados Unidos desde o ano 2000. A mãe contou ao jornal, sob condição de anonimato, que fugiu da Colômbia com a família em busca de asilo político.
O decreto presidencial foi publicado no dia em que Trump voltou à Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025. Ele diz que, a partir daquele momento, só teria direito à cidadania americana quem tivesse um dos pais cidadão ou residente permanente.
O texto contraria a regra constitucional citada pelo Post. A Constituição garante cidadania a “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos” desde o século XIX.
Juiz suspendeu decreto e julgamento acontece em 1º de abril
Em fevereiro de 2025, um juiz federal suspendeu os efeitos do decreto. Tribunais de segunda instância mantiveram a suspensão até a Suprema Corte analisar o caso.
Nesta quarta-feira, 1º de abril, a Suprema Corte vai julgar o assunto. O jornal também cita estimativas de um grupo de 141 professores que apontam 250 mil crianças sem cidadania por ano se a medida for aceita.
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