A PF investiga um esquema de tráfico de influência que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. No caso em apuração, empresários citam apelidos internos como “Binho” e “Muso”, usados mesmo longe da família.
Empresários chamam Lulinha por apelidos que nem familiares conheciam
A investigação em andamento aponta que o contato de Lulinha com alguns empresários foi tratado com códigos que não eram conhecidos até pelos familiares.
Roberta Luchsinger, lobista que tinha Lulinha como parceira em negócios, diz que ele era chamado de “Muso”. Em um grupo mais restrito, o apelido usado foi “Binho”.
MChecon cresceu após retorno de Lula em 2023 e soma 13 contratos
O apelido “Binho” foi criado por Marcelo Checon, amigo de Lulinha e dono da MChecon Design e Cenografia. A empresa atua em eventos.
Segundo a reportagem, a MChecon teve crescimento com o governo federal a partir de 2023, ano em que Lula voltou ao poder. Em 2022, havia um contrato com a União de 197 mil reais. Nos três últimos anos citados na matéria, a empresa conquistou 13 novos negócios, totalizando 63 milhões de reais.
Checon e Lulinha se conheceram em 2023 por intermédio de Fernando Bittar, sócio de Lulinha e também investigado pela PF por suspeitas de tráfico de influência. A partir daí, os dois passaram a se encontrar com frequência em São Paulo e em Brasília e fizeram viagens juntos, incluindo Portugal em 2024.
Defesas negam ligação e PF fala em “sociedade oculta” informal
Na investigação, a PF aponta que Roberta, Bittar e Lulinha, o “Muso”, mantêm uma sociedade oculta informal para defender interesses privados no governo.
Procurada, a defesa de Checon nega que os contratos tenham relação com a amizade com o filho do presidente. A defesa de Lulinha também nega irregularidades.
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