O Banco de Brasília (BRB) busca que o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, feche um acordo de delação premiada e relate a participação do banco em um capítulo central do escândalo financeiro. A negociação passa pela ideia de o BRB receber parte do que for aceito em devolução aos cofres públicos.
Homologação no STF define uso de dinheiro para cobrir “buraco” no BRB
Na quinta-feira, 28, um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) prevê socorro financeiro de até 6,5 bilhões de reais do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao BRB. O acordo diz que valores recebidos por acordos com condenações cíveis e criminais serão usados para tapar o buraco na instituição financeira.
Antes disso, a governadora Celina Leão (PP) já indicou que queria que recursos de possíveis colaborações premiadas ligadas ao Master fossem destinados ao BRB.
Paulo Henrique Costa levou temas de delação à PGR e à Polícia Federal
Reportagem de VEJA aponta que o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa apresentou à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal uma lista informal de assuntos que pretende abordar nas negociações de delação premiada.
Na lista, Costa mencionou a intenção de tratar de mensagens cifradas que, segundo ele, mostrariam que o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) teria dado aval à movimentação de recursos que levaram o banco a aceitar 12 bilhões de reais em papeis podres do Master.
Compra do Master foi barrada pelo Banco Central em setembro
Em setembro passado, o Banco Central barrou a operação de compra do Master pelo banco público. O caso ganhou desdobramentos: Daniel Vorcaro foi preso menos de três meses depois, e Costa acabou afastado da cúpula do BRB e, em seguida, preso.
Ibaneis Rocha nega irregularidades no caso Master e aponta Paulo Henrique Costa como responsável pelos prejuízos no banco. A defesa de Costa foi procurada, mas não se manifestou.
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