Cabo Verde impede atracação de cruzeiro após mortes por possível hantavírus

Autoridades de saúde de Cabo Verde não autorizaram a atracação de um cruzeiro com possível foco de hantavírus no porto da Praia, e os passageiros não devem desembarcar. A decisão foi tomada para “proteger a população de Cabo Verde” nesta segunda-feira, 4.

Decisão em Praia trava desembarque após mortes em cruzeiro no Atlântico

A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, disse que a autorização para atracar não foi concedida em coordenação com outras autoridades. Ela falou à Rádio de Cabo Verde.

Com isso, o navio ficou impedido de seguir com o desembarque em Praia, capital de Cabo Verde, durante o processo de avaliação do caso.

OMS informou três mortes e cinco casos suspeitos após possível surto no MV Hondius

No domingo 3, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou que três pessoas morreram e pelo menos outras três ficaram doentes depois de um possível surto a bordo de um cruzeiro no Oceano Atlântico.

Segundo a OMS, dos seis indivíduos sintomáticos, apenas um caso de infecção por hantavírus foi confirmado em laboratório até o momento. Os outros cinco são casos suspeitos.

A primeira vítima foi um homem de 70 anos. O Departamento de Saúde da África do Sul informou que o corpo dele foi levado para Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul.

Entenda o hantavírus e veja como a OMS trata a evacuação médica

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o hantavírus é transmitido por roedores, especialmente por urina, fezes e saliva. A OMS também afirmou que, embora seja raro, pode haver transmissão de pessoa para pessoa e causar doenças respiratórias graves.

A OMS disse que está “facilitando a coordenação” para a evacuação médica de dois passageiros sintomáticos e a avaliação completa dos riscos para a saúde pública, além do apoio aos demais passageiros a bordo.

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